Os três pacientes mortos dentro de dentro da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), em Taguatinga (DF), dois servidores (foto em destaque) e uma professora aponsetada. As vítimas tinham 75, 63 e 33 anos.
Embora a polícia não tenha revelado a identidade das vítimas,imprensa apurou quem são os mortos na ação criminosa ocorrida dentro de um hospital do DF.
Marcos Moreira, 33 anos, uma das vítimas, era morador de Brazlândia-DF, servidor dos Correios e deixou uma filha de 5 anos.
Embora a polícia não tenha revelado a identidade das vítimas, Metrópoles apurou quem são os mortos na ação criminosa ocorrida dentro de um hospital do DF.
Marcos Moreira, 33 anos, uma das vítimas, era morador de Brazlândia-DF, servidor dos Correios e deixou uma filha de 5 anos.
A esposa de Marcos afirmou que a notícia da morte do marido foi recebida com muita surpresa.
“Ele chegou consciente e conversando normalmente com a equipe médica. Foi um choque”, disse a esposa.
Outra vítima era João Clemente Pereira. Ele tinha 63 anos e era servidor da Caesb. Segundo a família, o paciente apresentava sintomas de dores de cabeça, foi constatado que ele estava com um coágulo na parte superior do crânio, após cirurgia o paciente apresentou algumas complicações pulmonares devido a intubação porém estava apresentando melhora no quadro ao passar dos dias, mas veio a óbito dia 18 de novembro após 4 paradas cardíacas.
João Clemente se aposentaria em 2 anos. Ele deixa a esposa, dois filhos e um neto.
A terceira vítima é uma professora, ainda não se tem conhecimento da identidade da vítima. Segundo a apuração policial, o técnico preso injetou desinfetante.
Entenda o caso
Confira a nota do hospital na íntegra:
“O Hospital Anchieta S.A., referência em cuidados de saúde em Brasília/DF há 30 anos, vem a público esclarecer as providências adotadas diante de fatos graves envolvendo ex-funcionários da instituição.
Ao identificar circunstâncias atípicas relacionadas a três óbitos ocorridos em sua Unidade de Terapia Intensiva, o Hospital instaurou, por iniciativa própria, em cumprimento ao seu dever civil, ético e ao seu compromisso com a transparência, comitê interno de análise e conduziu investigação célere e rigorosa, que em menos de vinte dias resultou na identificação de evidências envolvendo ex-técnicos de enfermagem, as quais foram formalmente encaminhadas às autoridades competentes.
Com base nessas evidências, fruto da investigação interna realizada pela instituição, o próprio Hospital requereu a instauração de inquérito policial, bem como a adoção das medidas cautelares cabíveis, inclusive a prisão cautelar dos envolvidos os quais já haviam sido desligados da Instituição, prisões as quais foram cumpridas pelas autoridades nos dias 12 e 15 de janeiro de 2026.
Pautado pela transparência de seus processos e pela confiança nos protocolos internos que norteiam sua atuação, o Hospital entrou em contato com as famílias envolvidas, prestando todos os esclarecimentos necessários de forma responsável e acolhedora. Reitera, ainda, que o caso tramita em segredo de justiça, o que impossibilita a divulgação de informações adicionais bem como a identificação das partes envolvidas.
O hospital entende que o segredo de justiça é imprescindível à preservação da apuração, à proteção das partes envolvidas e ao regular exercício das atribuições das autoridades competentes, o qual deve ser estritamente observado de acordo com os limites impostos pela decisão judicial.
O Hospital, enquanto também vítima da ação destes ex-funcionários, solidariza-se com os familiares das vítimas, e informa que está colaborando de forma irrestrita e incondicional com as autoridades públicas, reafirmando seu compromisso permanente com a segurança dos pacientes, com a verdade e a Justiça”.