Funcionários contaram sobre ligação de Toffoli com o resort
Os trabalhadores que atuam no resort contaram ao portal Metrópoles que Tóffoli conta com uma casa em uma área chamada Ecoview, destinada a hóspedes de alto padrão.
O ministro também seria o dono de uma embarcação que fica atracada no píer privado do Resort.
O irmão do ministro, cônego José Carlos Dias Toffoli, que estava no comando da Paróquia Sagrada Família de Marília até ser afastado por conta da reportagem, também teria uma casa lá.
O religioso e José Eugênio, outro irmão do ministro, eram sócios de uma incorporadora avaliada em cerca de R$30 milhões, responsável pela criação do Tayayá.
Segundo contam os funcionários, outros membros do STF também estavam presentes no local, como a ministra Cármen Lúcia.
No fim de 2025, Toffoli teria fechado o resort para uma festa privada com familiares e convidados.
O evento mobilizou toda a equipe do hotel e contou com a presença de artistas e do Ronaldo “Fenômeno” que teria inaugurado a área de jogos.
Segurança do ministro no resort custou mais de meio milhão ao governo
Além dos depoimentos dos funcionários, o portal também levantou que Toffoli passou ao menos 168 dias em sua casa no resort desde 2022.
Na prática, isso corresponde a cerca de um em cada sete dias do ano. Enquanto o ministro aproveitava as instalações, foram desembolsados R$548,9 mil em recursos públicos para garantir sua segurança.
As informações sobre a quantidade de vezes que o ministro foi para o local foram divulgadas pelo Metrópoles após a análise de dados sobre segurança extraídos do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, de São Paulo.