O cerco jurídico e político sobre Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha", filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, intensificou-se drasticamente. Em uma ação coordenada, tanto o Supremo Tribunal Federal (STF) quanto a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS autorizaram a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lulinha.
A Decisão do STF e a Ação da PF A autorização do STF partiu do ministro André Mendonça, ainda em janeiro, atendendo a um pedido da Polícia Federal (PF). A corporação já está de posse dos dados bancários e trabalha no cruzamento de informações para mapear o fluxo financeiro entre Lulinha e outros investigados, incluindo os operadores do esquema.
O Conteúdo das Mensagens da PF A investigação baseia-se em mensagens encontradas no celular de Antônio Carlos Camilo Antunes, vulgo "Careca do INSS", apontado como operador do esquema de descontos ilegais em benefícios de aposentados. Nas conversas, há menção direta ao repasse de R$ 300 mil ao "filho do rapaz", alusão que os investigadores atribuem a Lulinha. Além disso, a PF investiga uma possível "mesada" e pagamentos de despesas de viagem de Lulinha feitos por uma lobista ligada ao esquema.
Tumulto e Confusão na CPI do INSS A aprovação na CPMI, nesta quinta-feira (26), ocorreu em um clima de extrema tensão. Após a votação simbólica que aprovou a quebra de sigilo por 14 votos a 7, parlamentares governistas partiram para cima da mesa diretora em protesto. Imagens registraram gritos, empurra-empurra e até agressões físicas entre deputados de oposição e base governista. A sessão precisou ser suspensa.
Defesa e Risco de Evasão A defesa de Lulinha classificou a quebra de sigilo como "dispensável", alegando que ele não teve participação nas fraudes e que fornecerá documentos voluntariamente. Parlamentares da oposição já articulam pedidos de prisão preventiva e extradição, alegando risco de evasão, uma vez que Lulinha estaria residindo na Espanha desde 2025.