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Quem são as vítimas mortas por técnicos de enfermagem em UTI do DF

Os pacientes tinham entre 33 e 75 anos e morreram após receberam aplicação de remédios. Polícia investiga mais 20 laudos de óbito na capital

Por: Redaçao Fonte: Metrópole
19/01/2026 às 15h30
Quem são as vítimas mortas por técnicos de enfermagem em UTI do DF
Material cedido

Os três pacientes mortos dentro de dentro da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), em Taguatinga (DF)dois servidores (foto em destaque) e uma professora aponsetada. As vítimas tinham 75, 63 e 33 anos.

 

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Embora a polícia não tenha revelado a identidade das vítimas,imprensa apurou quem são os mortos na ação criminosa ocorrida dentro de um hospital do DF.

Marcos Moreira, 33 anos, uma das vítimas, era morador de Brazlândia-DF, servidor dos Correios e deixou uma filha de 5 anos.

Embora a polícia não tenha revelado a identidade das vítimas, Metrópoles apurou quem são os mortos na ação criminosa ocorrida dentro de um hospital do DF.

Marcos Moreira, 33 anos, uma das vítimas, era morador de Brazlândia-DF, servidor dos Correios e deixou uma filha de 5 anos.

A esposa de Marcos afirmou que a notícia da morte do marido foi recebida com muita surpresa.

“Ele chegou consciente e conversando normalmente com a equipe médica. Foi um choque”, disse a esposa.

Outra vítima era João Clemente Pereira. Ele tinha 63 anos e era servidor da Caesb. Segundo a família, o paciente apresentava sintomas de dores de cabeça, foi constatado que ele estava com um coágulo na parte superior do crânio, após cirurgia o paciente apresentou algumas complicações pulmonares devido a intubação porém estava apresentando melhora no quadro ao passar dos dias, mas veio a óbito dia 18 de novembro após 4 paradas cardíacas.

João Clemente se aposentaria em 2 anos. Ele deixa a esposa, dois filhos e um neto.

A terceira vítima é uma professora, ainda não se tem conhecimento da identidade da vítima. Segundo a apuração policial, o técnico preso injetou desinfetante.

Entenda o caso

  • A primeira fase da operação foi deflagrada na manhã de 11 de janeiro, com apoio do Departamento de Polícia Especializada (DPE)
  • Na ocasião, dois investigados foram presos temporariamente por ordem judicial. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas, no Entorno do Distrito Federal.
  • Durante as diligências, os policiais recolheram materiais considerados relevantes para a apuração, que passaram a ser analisados pelos investigadores.
    A polícia busca esclarecer a dinâmica das mortes, o papel de cada suspeito e se houve participação de outras pessoas.
  • As investigações tiveram um novo avanço na última quinta-feira (15), com a deflagração da segunda fase da Operação Anúbis.
  • Nessa etapa, a Polícia Civil cumpriu mais um mandado de prisão temporária contra uma investigada e realizou novas apreensões de dispositivos eletrônicos em Ceilândia e Samambaia.

Confira a nota do hospital na íntegra:

“O Hospital Anchieta S.A., referência em cuidados de saúde em Brasília/DF há 30 anos, vem a público esclarecer as providências adotadas diante de fatos graves envolvendo ex-funcionários da instituição.

Ao identificar circunstâncias atípicas relacionadas a três óbitos ocorridos em sua Unidade de Terapia Intensiva, o Hospital instaurou, por iniciativa própria, em cumprimento ao seu dever civil, ético e ao seu compromisso com a transparência, comitê interno de análise e conduziu investigação célere e rigorosa, que em menos de vinte dias resultou na identificação de evidências envolvendo ex-técnicos de enfermagem, as quais foram formalmente encaminhadas às autoridades competentes.

Com base nessas evidências, fruto da investigação interna realizada pela instituição, o próprio Hospital requereu a instauração de inquérito policial, bem como a adoção das medidas cautelares cabíveis, inclusive a prisão cautelar dos envolvidos os quais já haviam sido desligados da Instituição, prisões as quais foram cumpridas pelas autoridades nos dias 12 e 15 de janeiro de 2026.

Pautado pela transparência de seus processos e pela confiança nos protocolos internos que norteiam sua atuação, o Hospital entrou em contato com as famílias envolvidas, prestando todos os esclarecimentos necessários de forma responsável e acolhedora. Reitera, ainda, que o caso tramita em segredo de justiça, o que impossibilita a divulgação de informações adicionais bem como a identificação das partes envolvidas.

O hospital entende que o segredo de justiça é imprescindível à preservação da apuração, à proteção das partes envolvidas e ao regular exercício das atribuições das autoridades competentes, o qual deve ser estritamente observado de acordo com os limites impostos pela decisão judicial.

O Hospital, enquanto também vítima da ação destes ex-funcionários, solidariza-se com os familiares das vítimas, e informa que está colaborando de forma irrestrita e incondicional com as autoridades públicas, reafirmando seu compromisso permanente com a segurança dos pacientes, com a verdade e a Justiça”.

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