
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, reiterou que a passagem não está "fechada para todos", mas sob um controle rigoroso.
O Alvo: A interrupção é direcionada a navios dos EUA, Israel e seus aliados.
O "Livre Trânsito": Araghchi afirma que nações neutras podem passar, mas reconhece que o tráfego caiu drasticamente (cerca de 70%) devido ao risco de ataques com drones e minas navais.
Diplomacia de Energia: O Irã tem negociado aberturas pontuais. Recentemente, navios da Índia e da Turquia receberam permissão para transitar após conversas diretas entre os líderes desses países e o governo iraniano.
O presidente Donald Trump subiu o tom, exigindo que países dependentes do petróleo do Golfo assumam a responsabilidade pela segurança marítima.
O Pedido: Trump instou cerca de sete nações (incluindo Reino Unido, França, Coreia do Sul e Japão) a enviarem navios de guerra para escoltar petroleiros.
Pressão sobre a China: Como Pequim importa quase 90% de seu petróleo via Ormuz, Trump sugeriu que pode adiar sua visita oficial à China caso o governo de Xi Jinping não colabore na reabertura do estreito.
Promessa de Força: O Pentágono afirma ter atingido milhares de alvos no Irã, e Trump declarou que os EUA continuarão bombardeando a costa iraniana até que a via esteja "segura e livre".
Preço do Barril: O petróleo Brent segue operando acima de US$ 100, com analistas alertando que o prolongamento do conflito pode levar o preço a US$ 200 em breve.
Respostas Internacionais: Reino Unido, Alemanha e Itália rejeitaram inicialmente o envio de reforços navais, enquanto a União Europeia avalia expandir a missão "Áspides" (que já atua no Mar Vermelho) para o Golfo Pérsico.
Reservas de Emergência: A Agência Internacional de Energia (AIE) aprovou a liberação histórica de 400 milhões de barris para tentar conter a inflação global de combustíveis.
O conflito no Irã deixou de ser apenas uma questão regional e se tornou uma batalha pela sobrevivência econômica global. O controle do Estreito de Ormuz é a principal arma de Teerã contra a ofensiva liderada por Trump. Para o mercado, a incerteza reina: sem uma coalizão sólida, o custo da energia pode disparar, afetando o preço dos alimentos e transportes em todo o mundo, inclusive no Brasil.