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Trump alerta Cuba para “fazer um acordo antes que seja tarde demais”

As declarações ocorrem uma semana após uma operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, na qual o líder venezuelano Maduro foi capturado pelas forças americanas.

Por: Redaçao Fonte: Redação Agenda Capital
14/01/2026 às 09h47
Trump alerta Cuba para “fazer um acordo antes que seja tarde demais”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu neste domingo (11) uma forte advertência ao governo de Cuba, afirmando que o país caribenho deve buscar um acordo com Washington “antes que seja tarde demais”, sob pena de enfrentar consequências econômicas e geopolíticas graves.

Em uma série de publicações na sua plataforma Truth Social, Trump declarou que “não haverá mais petróleo nem dinheiro indo para Cuba — zero!”, referindo-se à suspensão do fluxo de petróleo e recursos financeiros que historicamente vinham da Venezuela, aliado próximo de Havana.

Contexto da pressão dos EUA e fim de apoio venezuelano

As declarações ocorrem uma semana após uma operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, na qual o líder venezuelano Nicolás Maduro foi capturado pelas forças americanas. Essa ação marcou uma inflexão dramática nas relações entre Washington e Caracas e abalou também a tradicional aliança entre Venezuela e Cuba.

Trump acusou Cuba de ter se beneficiado por anos de petróleo e recursos financeiros venezuelanos em troca de “serviços de segurança” prestados aos líderes venezuelanos — uma acusação que Havana nega veementemente.

O presidente americano associou a mudança de postura de Washington à derrota de Maduro, afirmando que a Venezuela “não precisa mais da proteção de bandidos e extorsionários” e que os Estados Unidos agora serão responsáveis pela proteção da nação vizinha.

Reação de Cuba e tensão diplomática crescente

O governo cubano reagiu com indignação às declarações de Trump. O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, criticou a postura dos EUA, negando que Havana tenha recebido compensações financeiras por serviços de segurança e defendendo o direito soberano de negociar com quem desejar.

Líderes cubanos também rejeitaram a ideia de coerção e ressaltaram a soberania da ilha, condenando o discurso norte-americano como interferência indevida nos assuntos internos.

Impactos políticos e econômicos

A ameaça de cortar o fornecimento de petróleo e dinheiro venezuelanos pode acelerar uma crise econômica em um país já sofrendo com escassez de energia, longas filas por combustível e apagões frequentes, reflexos tanto do embargo estadunidense quanto da dependência energética de Caracas.

Especialistas internacionais destacam que a retirada do apoio venezuelano representa um duro golpe para a economia cubana — historicamente sustentada por décadas de subsídios de Caracas, especialmente durante o governo de Hugo Chávez.

O futuro das relações

Trump não detalhou quais seriam os termos de um possível acordo nem as consequências específicas caso Cuba não acate seu apelo, alimentando incertezas sobre o que pode vir a seguir nas relações entre Washington e Havana. Enquanto isso, a escalada de tensões coloca o futuro político e econômico de Cuba sob intensa pressão, em um momento delicado para a estabilidade regional.

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