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Ditadura assassina filho na frente da mãe no Irã

Agentes da repressão podem ter matado 18 mil manifestantes

Por: Redaçao Fonte: REVISTA OESTE
28/01/2026 às 09h40
 Ditadura assassina filho na frente da mãe no Irã
Agentes atiraram nas costas de Pedram Saeid | Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Pedram Saeidi, de 28 anos, foi perseguido por protestar contra a ditadura no Irã. Aconteceu em 9 de janeiro, na cidade de Isfahan, na região central do país. Ele resistiu até a porta de casa, quando agentes do Estado o atingiram com tiros nas costas, em frente à mãe e à avó, matando-o no local.

Segundo testemunhas ouvidas pela plataforma de notícias Iran Internacional, os agentes capturaram o corpo de Saeidi, logo depois dos disparos. A família passou dias sem saber o paradeiro do cadáver. O rapaz é um entre os milhares de manifestantes  assassinados pela ditadura no Irã, desde que uma onda de protestos tomou conta do país no fim de 2025. De acordo com a Organização das Nações Unidas, há indícios de que o regime tenha matado 18 milo iranianos no período.

Povo das ruas

Iranianos começaram a sair às ruas do país no último dia, 28 de dezembro para protestar contra o aumento de custo de vida. Conforme as manifestações cresceram, a reivindicação se tornou a queda do próprio regima: a ditadura islâmica no começo do Irã, há quase 50 anos.

Ditadura dos aiatolás no Irã

Em 1979, o Irã deixou de ser uma monarquia laica para mergulhar num regime fundamentalmente religioso. Antes da mudança, o xá era o governante - cargo equivalente a rei. Depois,o posto de maior poder passou a ser do líder supremo, posição sempre ocupada por um aiatolá, título do alto clero mulçumano cuja tradução significa "sinal de Deus".

Ali khamenei, líder supremo da ditadura no Irã, em foto junto com o quadro de Ali Khamenei | Foto: Reprodução/X

O primeiro aiatolá no topo do poder foi Ruhollah Khomeini. Ele permaneceu no cargo até morrer, em 1989, quando foi substituído por Ali Khamenei - líder supremo da ditadura no Irã desde então. Sob o comando dos aiatolás, as leis se tornaram submissas à visão deles sobre o Islã. Homens e mulheres não são iguais perante a lei. Homossexuais são condenados a morte, Cristãos e judeus não têm os mesmos direitos que os mulçumanos.

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